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17 de setembro de 2008

Second Home

Irei a Évora descobrir o branco

A ogiva o arco a rosácea a nave

A praça como pátio

O pátio como praça

Nada destrói a intimidade

Da sua humana geometria.

Irei a Évora para reencontrar

A perdida harmonia.






Poema: Manuel Alegre
Foto: P. Penincheiro

23 de junho de 2008

Nada se repete??


Numa noite de São João
Tudo ao longe se ilumina
numa claridade alaranjada.

Ouvem-se estalos de alegria
de crianças aos pulos
sob madeira queimada..

Aqui num recanto
de uma janela escura e inerte..

sinto-me oca,
com a música por companhia
sinto-me perdida
na vastidão deste céu imenso,
limpo e puro.

Olho ao redor,
tudo está parado, fechado.

Respira-se o ar fresco
da noite e com tanto a fazer..

Não há nada que se mexa,
tudo fechado, PERDIDO!

Ignorância total,
para tudo quanto me rodeia, Perdido!

Tão perdido que se encontra
fora do meu alcance.
Já tudo está fora de mim..

E eu.. E eu.. perdida, momentaneamente.

À procura que não se perca,
mas sim que tudo se transforme
em algo que só o tempo dirá.

23-06-2003
23h48m
[Só muda o tempo]

31 de janeiro de 2008

Da minha lente..


Nós a caminho do Big Ben..

foto by Me


11 de setembro de 2007


Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,
Cavalga a fera estranha sem temor:

E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"


No dia 11 de Setembro de 1891
morreu Antero de Quental


25 de maio de 2007

Mestre JPRC

Boa noite a todos..
Após ter adicionado a música ao blog (não correu lá muito bem).. e fazendo arrumações em papéis encontrei uma poema dedicado e oferecido à minha pessoa no dia 1 de Março de 2006 (após uma longa viagem Évora - Granada - Évora, para ir buscar a "menina dos meus olhos" (um dia terei de falar dela))..

Este poema foi escrito pelo MESTRE.. ah, pois é... E mais não digo!!!

(pormenor importante no topo tinha um açor (desenhado).... porque será??... )




Palavras que soam a mar,
Técnicas que moldam
As mãos,
Sentimentos sardentos de alegria
Num repente de melodia

Cores de coragem
Amor sem viagem
Sitiado nas técnicas das mãos,
ainda e sempre eternamente
ciosas, das coisas que sentem

Ar jovem
Aprendiz de efeitos
causas de mareante em delírios
- Além!... Além!...
... eu vi os círios...
... em terra, entre as brumas...

Se assim for,
Serei presente entre as coisas
Quase divinas...
Que do outro lado
Clamam infinitamente cristalinas,
Por mim...







Obrigado Mestre..