26 de setembro de 2007


Euterpe em preparação..
com alguma ansiedade..

Que passe bem e depressa
este momento,
é o que espero.


24 de setembro de 2007

Passo a palavra:


Foi na Salão Nobre do Conservatório Nacional que Guilhermina Suggia tocou pela 1ª vez em Lisboa - em 25 de Março de 1901 - integrada no Quarteto Moreira de Sá. Desde os anos 40 do século passado que não se têm efectuado obras no Salão Nobre do Conservatório Nacional, e 62 anos de constante utilização para concertos, audições e aulas deixaram as suas marcas, encontrando-se actualmente o Salão Nobre com um dos balcões laterais suportado por varões de ferro (para não cair), um número considerável de cadeiras totalmente destruídas, tectos com buracos, cortinas rasgadas, camarins em precárias condições, etc. Enfim num adiantado estado de degradação que ameaça chegar ao ponto de não retorno.

Como se trata de um equipamento cultural indispensável não só para as actividades do Conservatório Nacional mas também como pólo dinamizador não só do Bairro Alto mas de toda a cidade de Lisboa, desde há anos que, insistentemente, se reclama, aos organismos competentes, obras!, tendo mesmo sido publicado concurso público para esse efeito (DR - 3ª Série nº 239 de 15/12/2005 – Recuperação do Salão Nobre, galeria, palco, sub-palco, salas de apoio e cobertura-1ª fase - empreitada 135/05); o qual, no entanto, viria a ser subitamente cancelado (!) , não se sabendo até à data as razões desse cancelamento.

O salão Nobre do Conservatório Nacional com os seus magníficos tectos Malhoa não poderá aguentar mais tempo sem obras de recuperação.

É preciso salvá-lo sob pena de estarmos a pactuar num crime de lesa-património.

E é isso que acabamos de pedir em nesta nossa petição:
http://www.gopetition.com/online/14127.html, que esperamos sensibilize os nosso governantes, locais e nacionais e seja retomado o concurso público em má hora cancelado (DR-3ª Série Nº 239 de 15/12/2005).

Assine-a e divulgue, s.f.f.


Antecipadamente gratos, subscrevemo-nos com os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Virgílio Marques e Júlio Amorim

http://cidadanialx.blogspot.com
http://cidadanialx.tripod.com


23 de setembro de 2007

Momento Musical IV


Anna Netrebko - Meine Lippen sie Kussen so heiss - Proms



..(my lips kiss with such fire) da opereta "La Juditha" de Franz Lehár (1870-1948).. Anna Netrebko deleita os Prommers (em especial os homens) na última noite dos Proms no Royal Albert Hall.


Louco..


Não há mapa que nos ensine o caminho da vida..
Temos que procurar e arriscar..
Umas vezes acertamos,
Outras encontramos becos sem saida.

HR

22 de setembro de 2007

Momento Musical III



António Valente (1530-1585): Gallarda Napolitana
Compositor italiano. Fue un destacado organista en Nápoles, escribió música instrumental y vocal polifónica.
Con el fin de la dinastía de los Habsburgo y el ascenso de los Borbones al Trono de España, cambiaron los gustos musicales. La Escuela Italiana influenció profundamente en las Cortes Ibéricas y de Ultramar.
Manuel de Oms y Santa Pau, Marqués de Castell dos Ruis, XXI Virrey del Perú, vino a Lima en el año de 1708. Lo acompañó en su séquito el músico italiano Roque Cerrutti, quien llegó a ser Maestro de Capilla de la Catedral de Lima y Director de las veladas profanas, que se instrumentaron en el Palacio Virreinal.
Queda la historia de la fugaz Academia palatina donde el Virrey tañía la guitarra y los poetas declamaban sus cantos. Durante su corto gobierno se extendió el baile de la contradanza, que en los ámbitos populares tomó caracteres propios.
Las obras de los músicos de la Corte de Madrid, Doménico Scarlatti, el Padre Antonio Soler y Luigi Boccherini, se escucharon en el Perú; entre ellas, Sonatas de los dos primeros y la zarzuela "La Clementina" del tercero.
Más información:
http://www.javierechecopar.com

Aqui..




Aqui, deposta enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,
No interior das coisas canto nua.

Aqui sou livre eu - eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos,
Aqui sou eu em tudo quanto amei.

Não por aquilo que só atravessei,
Não p'lo meu rumor que só perdi,
Não p'los incertos actos que vivi,

Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.



Aqui - Sophia de Mello Breyner

21 de setembro de 2007




As metamorfoses da lua
no interior de cada individuo..

Quem não se sente influenciado??

Será só a vulnerabilidade humana??
Ou a imperfeição de quem ama??


HR

20 de setembro de 2007

Momento Musical II



Sposa son disprezzata

fida, son oltraggiata.
Cieli che feci mai?
Cieli che feci mai?
E pur egl'è il mio cor
il mio sposo, il mio amor
la mia speranza.



Vivaldi "Sposa son disprezzata" [Bajazet]
Interpretes: Cecília Bartoli (Mezzosoprano)

Georg Fisher (piano)

18 de setembro de 2007

17 de setembro de 2007

Pensamentos




À deriva, sem rumo.
Perdida.

Com o pensamento em ti.

Mas o sonho desfeito
em mil pedacinhos.


HR

15 de setembro de 2007

Curiosidades..


Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou



Letra e música de Maria Guinot
(vencedora do festival da canção de 84)






Biografia:

Maria Guinot começou os seus estudos de piano com apenas quatro anos. Contudo, um acidente entretanto sofrido trouxe-lhe mazelas várias numa das mãos, roubando-lhe por momentos o desejo de uma profissionalização futura. O facto não constituiu impedimento para a finalização do curso no Conservatório, e três anos mais tarde ingressou no Coro Gulbenkian. Em 1968, participou pela primeira vez num programa de rádio, o que acabou por conduzir à gravação do seu single de estreia, seguido ainda de um segundo, onde constava o tema "Criança Loura".
O afastamento do Coro Gulbenkian e o casamento adiaram depois a prossecução dos seus objectivos de carreira. O regresso ao Coro proporcionou-se em 1974, contudo, as gravações ou aparições maiores ficaram adiadas ainda por sete anos. O Festival RTP da Canção de 1981 foi a ocasião escolhida para o retorno, para o qual concorreu com o tema "Um Adeus, Um Recomeço". Mas, o sucesso de forma clara foi alcançado três anos depois, uma vez mais no Festival, quando a vitória lhe sorriu com o tema "Silêncio e Tanta Gente". O triunfo em Portugal, não teve, no entanto, a continuidade desejada na Eurovisão, onde a cantora e pianista não foi além do 11º lugar. A fama então conseguida proporcionou uma vasta digressão, que contou com apresentações em Moçambique, na Austrália e nos Estados Unidos.
Uma nova aparição na televisão, no programa "Deixem Passar a Música", motivou depois a gravação de novos temas originais. O álbum de estreia da pianista apareceu somente em 1987. "Esta Palavra Mulher" chegou ao mercado em edição de autor. O Festival da Canção conheceu de novo a sua interpretação nesse ano, quando alcançou o terceiro lugar com a canção "Imaginem Só". O segundo registo maior de Maria Guinot apareceu em 1991. O homónimo "Maria Guinot" teve produção de José Mário Branco.


13 de setembro de 2007



"Solto em noite de bruma
Meu amor por sobre o mar
Feito sol azul espuma
Barca bela por navegar

E na distância chora
minha alma por te encontrar
solta no vento do tempo
que teima em não chegar

Repetem as ondas teu nome
num lento e doce ecoar
dança que as horas repetem
aos olhos que não te vêem voltar"





Poema- Susana Rosa
Imagem - "night" Sir Edward Jones


11 de setembro de 2007


Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,
Cavalga a fera estranha sem temor:

E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"


No dia 11 de Setembro de 1891
morreu Antero de Quental


6 de setembro de 2007

Homenagem



O cantor foi, desde sempre, o "porta-voz" de uma sociedade, reflectindo as suas aspirações, os seus desejos e as suas fantasias.


3 de setembro de 2007

Musas da Arte

Solicitado a Zeus que se criassem divindades capazes de cantar a vitória e perpetuar a glória dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemósine, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo ao monte Olimpo. Criou-as ali o caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário. As musas cantavam o presente, o passado e o futuro, acompanhados pela lira de Apolo, para deleite das divindades do panteão. Eram, originalmente, ninfas dos rios e lagos. Seu culto era originário da Trácia ou em Pieria, região a leste do Olimpo, de cujas encostas escarpadas desciam vários córregos produzindo sons que sugeriam uma música natural, levando a crer que a montanha era habitada por deusas amantes da música. Nos primórdios, eram apenas deusas da música, formando um mavioso coro feminino. Posteriormente, suas funções e atributos se diversificaram.


Musa Significado Arte Representação
Calíope A de bela voz Poesia Épica Tabuleta ou pergaminho e uma pena para escrita
Clio A Proclamadora História Pergaminho parcialmente aberto
Erato Amável Poesia Lírica Pequena Lira
Euterpe A doadora de prazeres Música Flauta
Melpômene A poetisa Tragédia Uma máscara trágica, uma grinalda e uma clava
Polímnia A de muitos hinos Música Cerimonial (sacra) Figura velada
Tália A que faz brotar flores Comédia Máscara cômica e coroa de hera ou um bastão
Terpsícore A rodopiante Dança Lira e plectro
Urânia A celestial Astronomia
Globo celestial e compasso

Suas moradas, normalmente situadas próximas à fontes e riachos, ficavam na Pieria, leste do Olimpo (musas pierias), no monte Helicon, na Beocia (musas beocias) e no monte Parnaso em Delfos (musas délficas). Nesses locais dançavam e cantavam, acompanhadas muitas vezes de Apolo Musagetes (líder das musas - epíteto de Apolo). Elas eram bastante zelosas de sua honra e puniam todos os mortais que ousassem presumir igualdade a elas na arte da música. O coro das musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de danças especiais. Elas também freqüentavam o Monte Hélicon, onde duas fontes, Aganipe e Hipocrene, tinham a virtude de conferir inspiração poética a quem bebesse de suas águas. Ao lado dessas fontes, as Musas faziam gracioso movimentos de uma dança, com seus pés incansáveis, enquanto exibiam a harmonia de suas vozes cristalinas.



in wikipédia

2 de setembro de 2007


Amanhã por esta hora
estarei contigo
a desfrutar
a
mais bela dança do mundo..

"Magia"- Alba Luna

29 de agosto de 2007


"... dou por bem empregados os meus sofrimentos, apenas pedindo aos novos de hoje, se de algum modo me quiserem compensar, que na sua carreira não temam os espinhos, não corram ao êxito fácil, e não transijam com aquilo com que o artista nunca deve transigir: com o rebaixamento da sua arte."


Luis de Freitas Branco
Imagem da net

28 de agosto de 2007

Da minha lente..


Alguns momentos a sós..
à beira da Lagoa das Furnas..




Photo by Me

24 de agosto de 2007


Estava à procura de imagens..
e acabei por encontrar este escrito..

"Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer.O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais.Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido."




Para nós mor.. No teu dia.


(imagem da net)

Mensagem



Parabéns meu amor!!
Passa um bom dia..
Mesmo estando longe
o meu coração
está sempre contigo.


23 de agosto de 2007

Da minha lente..


A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...

A nossa casa - Florbela Espanca
Foto ("vila viçosa") - Helena Raposo

21 de agosto de 2007

Mensagem


Se eu pudesse vazar
tudo o que de nefasto
tenho dentro de mim
e me consome, meu amor.

Faria,
porque não há neste momento
nada nem ninguém mais importante
que TU.

És como o ar que respiro,
Como o sol que me aquece,
Como o mar que me refresca.

Tudo em mim
gira à tua volta.


És tu..
o meu centro
o meu norte
e o meu sul
sem ti estou perdida..

Abandonada,
entregue a estes sentimentos vis..
Que me dilaceram e destroem
com a tua ausência.

Quero-te..

Preciso-te..

Junto a mim..

Para sempre.



PERDOA-ME!!!


HR

20 de agosto de 2007

Mensagem



Tonight
Do we have to fight again
Tonight
I just want to go to sleep
Turn out the light
But you want to carry grudges
Oh, nine times out of ten
Oh, I see the storm approaching
Long before the rain starts falling
Tonight
Does it have to be the old thing
Tonight
Oh, it’s late, too late
To chase the rainbow that you’re after
I’d like to find a compromise
Oh, and place it in your hands
My eyes are blind, my ears can’t hear
Oh, and I cannot find the time
Tonight
Just let the curtains close in silence
Why not approach with less defiance
The man who’d love to see you smile
Who’d love to see you smile
Tonight




Tonight-George Michael

19 de agosto de 2007


"Movem teus olhos
a sombra
densa

quero neles o lume dos navios

e lentamente
noites de abismo
sobre o mar"


José Manuel Mendes

18 de agosto de 2007

Momento Musical I


Um bocadinho de boa música..

com a voz extraordinária de Natalie Dessay

A "ária da boneca" dos contos de Hoffmann de Jacques Offenbach
vejam no link abaixo.. e esperem um final.. colossal!!!




16 de agosto de 2007

Bodas de Ouro do Grupo Folclórico Ilha Verde

O Grupo Folclórico Ilha Verde foi fundado em 1957, como actividade extra-curricular da Escola Domingos Rebelo, sob a orientação de uma professora de cidadania alemã, profundamente interessada na cultura popular da Ilha, a Drª Ortrud Shaale.

Nestes 50 anos de existência o grupo percorreu Portugal Continental de Norte a Sul, Madeira e a maioria das ilhas dos Açores; no Estrangeiro Espanha, França, Canadá e Estados Unidos.

Do seu extenso historial de onde constam centenas de exibições em festivais, festas tradicionais e particulares, em hotéis, restaurantes, bares, navios, bem como em muitos eventos de solidariedade social, cumpre destacar:

O 1º lugar obtido, de entre os 40 grupos participantes, no Concurso Internacional de Folclore "Fête des Filets Bleus" em Concarneau, França , no ano de 1994, graças à sua capacidade técnica, vivacidade e óptima representação da cultura popular;

Com os seus 40 elementos e apresentando unicamente instrumentos de corda o Grupo Folclórico Ilha Verde é um dos mais fiéis depositários e intérpretes dos cantares, balhos e trajos regionais, sendo considerado, em termos académicos, o grupo mais antigo de Portugal.



BEM HAJA!!!

8 de agosto de 2007


Parece que acabei de completar um ciclo de vida..
E que outro não tarda em começar
Ou já começou.
Grandes mudanças se avizinham.


Ser feliz é amar o sentido da vida
Ser completa é exaltar o sentido da alma
Ser inteira é ainda não estar satisfeita
Se nos falta, nos resta não desistir de sonhar

Jamais desistirei, jamais.



Para o Anjo dos meus sonhos..
Com todo o amor do Mundo...

7 de agosto de 2007

Mensagem


Sou o teu anjo..
Estou contigo, mesmo longe.
Sempre.. meu amor.


HR

6 de agosto de 2007


Nada é eterno..




5 de agosto de 2007


A saudade é amiga da solidão,
companheira inseparável do amor,
visita invisível da amizade,
às vezes pedaço de paixão,
em muitos casos..
um suave perfume
de momentos de carinho e ternura.



HR

4 de agosto de 2007


Os sonhos mais lindos, sonhei,
De quimeras mil um castelo, ergui,

E no teu olhar, tonto de emoção

Com sofreguidão, mil venturas previ..
O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino, cheio de esplendor

Teu sorriso prende, inebria, entontece,

És fascinação..

Amor!


Elis Regina "Fascinação"

1 de agosto de 2007


A vida fez-me no que sou..

As dúvidas e as incertezas
são minhas condutoras.

Porque me sinto sempre insatisfeita?
Porque é que nada me é suficiente?

Porque amo o impossível
E jamais o terei..

Peito oprimido..
Amor vão, estéril..


HR

29 de julho de 2007

Hydrangea Macrophylla ou Hydrangea Francesa

Hortência ou Novelão (de novelo, como é chamada nos Açores).

Planta da família das Hydrangeaceae. Decoram os caminhos e dividem os pastos nos Açores.

A sua cor depende do tipo de solo (PH) onde está plantada:

- Solos ácidos produzem flores azuis
- Solos alcalinos
produzem flores cor-de-rosa
- Solos neutros
produzem flores brancas.


28 de julho de 2007


Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo seus orgulhos vãos?...

O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...



" O nosso mundo" Florbela Espanca

Kiss 1992 - Neil Grayson

27 de julho de 2007

Proposta de concerto para hoje


Numa co-produção com o DeCA da Universidade Aveiro

Ópera Carmen a não perder dia 27 de Julho no Teatro Aveirense
Dia 27 de Julho, às 21h30, o Teatro Aveirense apresenta a Ópera Carmen, de Georges Bizet. Numa co-produção entre a Orquestra Filarmonia das Beiras, o Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, o Teatro Aveirense/Câmara Municipal de Aveiro e a CONCERTATO - Associação Musical, esta ópera em quatro actos será interpretada pelos alunos da Classe de Ópera do 8º Curso Internacional de Música Vocal – 2007. A Direcção Musical é de António Vassalo Lourenço e a encenação de Carla Lopes. Os bilhetes serão vendidos a 10€ (1ª plateia), 8€ (2ª plateia) e 5€ (1º e 2º balcão).

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A ópera «Carmen», escrita no ano da morte de Georges Bizet (1838 – 1875) é uma obra intensamente romântica, com uma extraordinária popularidade em todo o mundo, pelos ingredientes que a compõem e, muito especialmente, pela sua originalidade no tratamento do tema, sendo a obra mais conhecida do compositor. Escrita com base na novela homónima de Prosper Mérimée, é notória na sua composição a influência de Giuseppe Verdi.

Com uma pulsação sentimental acentuada, envolta em amor, paixão, sedução e traição, os seus personagens desenvolvem-se de forma a cativar o público desde as primeiras notas atingindo um culminar de sensualidade.

O contraste das duas personagens femininas, a cigana Carmen e Micaela, estabelece o centro duma acção dramática e violenta que dá motivos de sobra para este melodrama no qual as cenas são vividas, plenas de emoções fortes e cor local.

Localizada em Sevilha e arredores, a história está repleta de belos momentos como a taberna de Lillas Pastia, as montanhas, locais sombrios e agoirentos, ou a praça de toiros de Sevilha onde se dá o desfecho dramático da obra.

Carmen é sem dúvida uma das óperas mais representadas em todo o mundo e os grandes cantores, ao interpretá-la, têm feito dela também um dos mais apreciados veículos para a formação de novos públicos.

A sua música com temas e melodias fascinantes fica facilmente no ouvido e talvez por isso Bizet tenha com ela obtido o seu maior triunfo. Considerando que foi o seu último trabalho, «Carmen» representa, entre outras virtudes, uma viragem estética para os dramas e emoções de pessoas reais e não de Deuses do Olimpo ou outras figuras mitológicas.

Em Carmen a música é colocada ao nível da gente do povo cantada e sentida por gente real.

21 de julho de 2007

Uma CARMEN diferente da que Bizet concebeu..


Cher Dragana Jugovic del Monako ne serez jamais Carmen

Coitado do Don José

Vejam só este dueto final da opera

Aposto que nunca ouviram uma Carmen como esta..





Deve ter uns copinhos a mais, só pode..

Mensagem


Hoje foi assim..
Mas tudo ficou esclarecido, ou não??..

Longe ficou e ficarás pra sempre.

O encanto acabou..

La musica è finita.


HR


20 de julho de 2007

Cinema

THE RED VIOLIN


Este filme retrata um fictício e perfeito violino denominado "violino vermelho" pela sua cor avermelhada, visto ter sido pintado com o sangue da mulher de um luthier. Este instrumento que existira durante 300 anos e foi construido no Barroco e corre mundo, desde a Itália até ao Canadá.

O filme foi inspirado num dos violinos de Stradivarius - the red Mendelssohn (1720) -. Este último, executado por Elizabeth Pitcairn, e faz parte da banda sonora do filme com Red Violin Chaccone.

O filme é de 1998 e recebeu imensos prémios.

Deixo-vos uns "cheirinhos" a ver se o alugam para ver.




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19 de julho de 2007

Pintura



Girl with the luth - Dewing


17 de julho de 2007

Proposta de concerto para hoje



Orquestra Nacional Clàssica d'Andorra



Pelas 21.30 - Claustro do Mosteiro dos Jerónimos

(link)

Pensamentos



Por vezes preciso de estar sozinha,
no meu espaço,
com os meus pensamentos.



Sem palpites,
falas ou cantigas irritantes.


Apenas eu.

Na paz.
No silêncio.


Leve.

Livre..




HR

(foto da net)


16 de julho de 2007


That thou art blamed shall not be thy defect,
For slander's mark was ever yet the fair;
The ornament of beauty is suspect,
A crow that flies in heaven's sweetest air.
So thou be good, slander doth but approve
Thy worth the greater, being woo'd of time;
For canker vice the sweetest buds doth love,
And thou present'st a pure unstained prime.
Thou hast pass'd by the ambush of young days,
Either not assail'd or victor being charged;
Yet this thy praise cannot be so thy praise,
To tie up envy evermore enlarged:
If some suspect of ill mask'd not thy show,
Then thou alone kingdoms of hearts shouldst owe.

William Shakespeare
(Sonnet 70)

15 de julho de 2007

Ópera Dido e Eneias no Garcia de Resende



Ontem fui assistir à Ópera Dido e Eneias de Henry Purcell com libreto de Nahum Tate (versão concerto) no Teatro Garcia de Resende em Évora, com a organização do CENDREV.

Pensei que fosse algo mais profissional, mas afinal tratava-se de um trabalho de final de ano da Escola de Música Nossa Senhora do Cabo de Linda-a-Velha. O departamento de Música Antiga desta escola, constituido em Julho de 2006, preparou para o primeiro ano de funcionamento este concerto. Antes da ópera foi executado o vilancico Dexen que llore mi niño do compositor português Marques Lésbio.

Em que a apresentação foi feita pelos professores e alunos desta escola.

Elenco:

Dido: Joana Levy
Eneias: Rui Baeta
Belinda: Sofia Pedro
Feiticeira: Bárbara Faria
1ª Bruxa: Lia Nunes
2ª Bruxa: Inês Ferreira
2ª Mulher: Lucília Jesus
Espírito: Vanessa Gonçalves


Instrumentistas:

Violinos: Prof. Álvaro Pinto, Ana Rita Damil, Prof. Ana Rita Mendes, Guilherme Marques, Leonardo Furtado, Madalena Rodrigues.
Viola: Prof. Paul Wakabanyashi
Violoncelos: Catarina Koppitz, João Matos, Prof. Kenneth Frazer
Contrabaixo: Pedro Jesus
Guitarras: André Rafael Tempera, Prof. João Pedro Duarte, Mathilde Punter
Flauta de Bisel: Carlos Alves
Oboé: Christopher Koppitz
Cravo: Daniel Ramos, ManuelnSantos

Direcção e cravo: João Paulo Janeiro


Crítica:

Primeiro é de louvar levar esta peça tão longa e difícil com alunos. e o facto de ter em palco uma viola da gamba, um fagote barroco, um chitarrone, uma guitarra barroca, dois cravos e todos os instrumentos de corda modernos (incluindo o contrabaixo) usando arcos barrocos.

Penso que ficam de parabéns os alunos: Christopher Koppitz (oboé) e a aluna Sofia Pedro (soprano - Belinda). Foram excepcionais.

Quando ao conjunto gostei, embora a intenção de interpretação barroca da obra tenha ficado muito aquém, pois a articulação raramente estava lá.

Não desgostei da actuação da soprano Joana Levy, embora não houvesse uma grande preocupação na sua interpretação. Por outro lado, o barítono Rui Baeta tem pouca sensibilidade para este tipo de música, com uma dicção americana péssima, ligeiramente desafinado parecendo por vezes que estávamos a assistir a um dos musicais do La Feria.. Pena, porque a sua voz tem óptimas ressonâncias..

Quanto ao tocador da tiorba ou chitarrone.. bem.. primeiro, pareceu-me que a tinha afinada como uma viola normal.. e depois.. a maior parte do tempo não tocava. Deveria ter-se deixado ficar pela guitarra barroca. Num entanto tem uns belíssimos instrumentos.

O coro estava muito bom, apesar da articulação não estar lá.. mas afinação estava bem.

Parabéns à interpretação da 1ª bruxa, por vezes parecia que estava a ouvir a interpretação do William Christie com Les Art Florissants, para mim a melhor interpretação desta obra que já ouvi até então.

Contudo, penso que o balanço foi positivo. O intuito de pôr os alunos frente a um público num teatro é de louvar.


Aqui vai um excerto da 2ª cena do Acto III (final) da ópera.




. "Great minds against themselves conspire"
(coro)

. "Thy hand, Belinda; darkness shades me"
(Dido)

. "When I am laid in earth" (ou lamento de Dido)
(Dido)

. "With drooping wings"
(coro)

13 de julho de 2007

Pensamentos


A arte pela arte..
O belo pelo belo..
A paixão pelo amor..
A natureza pela natureza..
A vida pela vida.



HR

foto de Rui Alves

11 de julho de 2007


O porquê de ter um blog?????



Hoje durante o jantar e ao falar com três pessoas detentoras de blogues e uma não..

Surgiram, por parte de quem não tem, várias perguntas:
"Porque têm vocês um blog???
Será que o facto de estarem a escrever num blog, não vos distancia das conversas com as pessoas??
Será que um blog é uma forma narcisista de comunicar??
Será que o diário passou de pessoal a comunitário??"


BEM..

Depois de uma discussão (no bom sentido CLARO) não chegámos a grandes conclusões..
Cada um com a sua opinião..

Contudo, só quero dizer que aqui posso expor o que me apetece e como me apetece.. independentemente de lerem ou de comentarem.. O certo é .. que anteriormente, nos dias em que me apetecia escrever ou que pensava com mais profundidade em algum assunto em particular.. escrevia-o num papel (acabava por perder) ou também já aconteceu escrever no telemóvel..

Não sei que mais dizer..

Isto é o meu parecer de momento..

Que pensam vocês??