29 de julho de 2008
23 de julho de 2008
9 de julho de 2008
6 de julho de 2008
"Deixa-me entrar.."
1 de julho de 2008
28 de junho de 2008

Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo,
A banalidade devorante das caras de toda a gente!
Ah, a angústia insuportável de gente!
O cansaço inconvertível de ver e ouvir!
(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.)
Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto,
Estômago da alma alvorotado de eu ser...
Pessoa - Álvaro de Campos
25 de junho de 2008
23 de junho de 2008
Nada se repete??
Tudo ao longe se ilumina
numa claridade alaranjada.
Ouvem-se estalos de alegria
de crianças aos pulos
sob madeira queimada..
Aqui num recanto
de uma janela escura e inerte..
sinto-me oca,
com a música por companhia
sinto-me perdida
na vastidão deste céu imenso,
limpo e puro.
Olho ao redor,
tudo está parado, fechado.
Respira-se o ar fresco
da noite e com tanto a fazer..
Não há nada que se mexa,
tudo fechado, PERDIDO!
Ignorância total,
para tudo quanto me rodeia, Perdido!
Tão perdido que se encontra
fora do meu alcance.
Já tudo está fora de mim..
E eu.. E eu.. perdida, momentaneamente.
À procura que não se perca,
mas sim que tudo se transforme
em algo que só o tempo dirá.
23h48m
[Só muda o tempo]
18 de junho de 2008
17 de junho de 2008
15 de junho de 2008
11 de junho de 2008
Feiticeiro

Ou o génio do Aladino
Pegava no mundo inteiro
E tornava-o pequenino
Tão pequenino que cabia
Na palma da minha mão
E ao ver-te o mundo sorria
E em paz adormecia
Sem medo da solidão
Depois dava-te uma flor
Mágica e poderosa
Com pétalas feitas de amor
E de sonhos cor-de-rosa
E então vinha a preceito
Uma varinha do condão
Que ao tocar-te no peito
Tornasse em amor-perfeito
O teu perfeito coração.
9 de junho de 2008
28 de Junho 1994..
Um dia, há muito tempo atrás escreveste esta letra para mim..
Sublinhado.. "do teu olhar tão lindo"
Como jamais esquecerei o que aconteceu,
E porque sempre que ouvia a música pensava em nós..
Aqui fica uma lembrança para ti.
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar...contigo
Um beijo Amor.
8 de junho de 2008
27 de maio de 2008
Que acontecerá depois??
Um percurso sem continuidade.
Um caminho finalizado.
Um futuro sem nada..
Que vazio.. Que medo.
21 de maio de 2008
20 de maio de 2008
19 de maio de 2008
De volta ao alentejo..

(...)
Onde nasceu o meu amor por ele!
Gosto do meu Alentejo – Tragédia!
Imenso, quente e nu!
Gosto da sua terra de barro
Da cor da carne viva!
Gosto de ouvir dizer
Chaparro, tarro, seara,
Almeara, restolho,
Palavras musicais
Fortes, gostosas,
Que o alentejano diz arrastando
Como se arrasta a saudade,
E a ansiedade da sua alma
De homem solitário,
Que tem pudor do riso
E orgulho no canto,
- Esse estranho pranto
Dos sonhos que tem sem se aperceber!...
Gosto do meu Alentejo
De Inverno frio, arrepiante,
Onde só um ventinho cante!
Gosto das suas tardes de Verão,
De calma sufocante,
Onde nem pássaros cantem
E só a cigarra cante!
Gosto da terra!
Da terra que se oferece
Ali, à luz do dia!
Dessa terra fecunda,
Como um ventre macio
Que por amor de Deus
Concebe o Pão – o nosso Pão,
Em toda a imensidão
Duma nudez sem pecado!
Gosto do meu Alentejo só,
Tragicamente mudo
Sob o olhar azul do céu!
Gosto de ver bailar
O silêncio mais a escuridão
Nas noites sem Luar!
E, de dia…
O que impõe o Alentejo,
O que nele me seduz,
É ver o silêncio
Mais a solidão,
A gerar o pão
Em bebedeiras de luz!...
Maria José Travelho Rijo Primavera de 1955
Alentejo Maio08
17 de maio de 2008
13 de maio de 2008
12 de maio de 2008
Vergonha..

Não sei que sentimento é este..
Sinto vergonha do que fiz e do que aconteceu..
Não quero o teu perdão, porque não o mereço.
Apenas, libertar-me deste fel que tenho cá dentro..
Que não faz parte de mim..
Que não faz parte de mim..
Tudo se tornou diferente..
Tudo se tornou vazio e sem sentido.
Não consigo encontrar o caminho..
Apenas sei que destrui tudo o que estava para trás
E que por mais, que te condene,
tu não mereceste o que aconteceu.
Desculpa meu amor..
Por pôr tudo a perder.
Pela fraqueza dos meus vis sentimentos..
11 de maio de 2008
10 de maio de 2008
Iconografia..
3 de maio de 2008
29 de abril de 2008
28 de abril de 2008
Da minha lente..
27 de abril de 2008
25 de abril de 2008
Momento Musical VII
O meu post vai dedicado ao grande compositor português FERNANDO LOPES GRAÇA que,
apesar da censura, fez da música a voz da libertação e do pensamento dos resistentes de um regime fascista.
Vejam a força do texto que se segue..
E da música de FLG.
homens que dormis
a embalar a dor
Dos silêncios vis!
Vinde, no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raiz!
Acordai,
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões!
Vinde incendiar
de astros e canções
as pedras e o mar
o mundo e os corações!
Acordai!
Acendei,
de almas e de sóis,
este mar sem cais
nem luz de faróis!
E acordar depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais.
Acordai!
22 de abril de 2008
18 de abril de 2008
15 de abril de 2008
14 de abril de 2008
Saudade.. Amor.. e Morte..

Porque a tua ausência me corrói por dentro
e dilacera-me a pouco e pouco
toda a esperança que tinha de viver..
Não consigo traduzir por palavras
O vazio que me vai dentro..
A dor sufoca-me..
Asfixia-me..
Destrói-me.
Sou como um barco vazio
deambulando mar fora..
por entre tempestades e marés
Sem rumo,
Sem porto..
Cansada.
Porque tem de ser assim?
Porque não é o amor que comanda a vida??
Fado triste.. este que nos suporta.
"Os amantes" de René Magritte
04m e 05s de puro extase...
MAS NÃO GOSTA DE VOAR!!!
Vai-se lá perceber.. Mas de todos, o preferido é e será sempre este..
Gostaram??
11 de abril de 2008
9 de abril de 2008
7 de abril de 2008
3 de abril de 2008
Desalento..

..Se acha no poder de julgar os outros
..Não tem coragem de admitir que erra
..Não admite o tipo de pessoa que é
..E vive iludida numa realidade que nunca foi ou será a sua..
Até quando durará a farsa??
Até quando terei que suportar este teatro??
Ter que viver constantemente com estes fantasmas..
Porquê??
Até quando??
foto M. Lima
2 de abril de 2008
1 de abril de 2008
30 de março de 2008
25 de março de 2008
22 de março de 2008
21 de março de 2008
Momento Musical VI
Hoje é dia de luto no calendário cristão..
6ªfeira santa..
jejum e abstinência..
Dia de reflexão, bem.., para que acredita claro.
Deixo-vos um pequeno momento musical alusivo ao dia..
17 de março de 2008
Ajudem a combater a violência animal!!!
vejam o que se segue..
Pledge to go fur-free at PETA.org
P.S. E não se esqueçam de ir comprar coisas aos chineses..
visitem: http://www.furisdead.com/feat/ChineseFurFarms/

15 de março de 2008
12 de março de 2008
Proposta de concerto

Os Compositores Portugueses do Liberalismo e a Ópera
AUGUSTO MACHADO
Lauriane
Trio «Ah! De honte et de rage» (Mario, Jovelin, D'Alvimar)
Dueto «Fuyez ce D'Alvimar» (Lauriane, Jovelin)
Couplets «Heure si longtemps attendue» (Mario)
Mario Wetter
Cena «E quando ritornato dal suo viaggio?» (Lyda, Mario, di Sora)
I Doria
Ária «Si! Questa è la parola. Santo delirio» (Giannettino)
ALFREDO KEIL
Irene
Recitativo e Dueto «Che vuoi tu?... dall'orrida morte» (Irene, Giulia)
Recitativo e Preghiera «Notte di pace arcana. Divina, Santa madre» (Irene)
Serrana
Ária «Noite medonha» (Zabel)
Dueto «Se acaso o passado esqueceste, infiel» (Zabel, Pedro)
soprano
Ana Ester Neves
meio-soprano
Maria Luísa de Freitas
tenor
João Cipriano Martins
barítono
Mário Redondo
10 de março de 2008
Adesso che il tempo sembra tutto mio e nessuno mi chiama per il pranzo e per la cena,
adesso che posso rimanere a guardare
come si scioglie una nuvola e come si scolora,
come cammina un gatto per il tetto
nel lusso immenso di una esplorazione, adesso
che ogni giorno mi aspetta
la sconfinata lunghezza di una notte
dove non c'è richiamo e non c'è più ragione
di spogliarsi in fretta per riposare dentro
l'accecante dolcezza di un corpo che mi aspetta,
adesso che il mattino non ha mai principio
e silenzioso mi lascia ai miei progetti
a tutte le cadenze della voce, adesso
vorrei improvvisamente la prigione.
Patrizia Cavalli
8 de março de 2008
Vivo sem vida, numa vida sem tempo.
Sinto o tempo passar incógnito
Pelos dias. Passam árvores, montanhas,
Voo pelos campos neste trem...
Vertiginoso, numa náusea de vómito.
Não existe uma calma ermida,
Algures no alto de umas penhas,
Onde o devir pare num doce bem?
Onde o veloz tormento
Deste viver em frémito, indómito,
Se acalme e morra, sem lamento?
Cova doce, espero-te, vem...
Pintura de Dewing


































